BeholderCast 77 – Machismo no RPG

machismo no rpg

Bem-vindos aventureiros, O RPG sempre nos pareceu um local democrático que aceitava todos de braços abertos. Eu nunca acreditei que pessoas que sofreram bullying, preconceito, poderiam usar as mesas de fantasia para oprimir jogadoras. O machismo no RPG é um assunto sério e deve ser tratado como tal.

A Taverna do Beholder Cego não pode deixar de se manifestar, e mesmo com o taverneiro não podendo estar presente, Biel, o Bardo  se une com o Clemerson Campos, o ruivo do Bloco 01 e recebem Aline Hack do Podcast Olhares, Ana Rosa do Fanficast, Arthemis Whitaker do Animesphere e Thata Finotto do PQP Cast e criadora do @podcasterProcura para contar suas experiências nas mesas de RPG e as terríveis situações que elas enfrentaram.

Então abra o peito e prepare-se para conhecer jogadoras fenomenais e suas histórias. O assunto pode abalar alguns ouvintes mas é necessário saber que esse inimigo existe, para podermos acabar com ele.  Mude seus hábitos, puxe a orelha daquele amiguinho que faz piadas idiotas e tente não ficar com o estômago embrulhado. E acima de tudo, se você presenciar uma situação de machismo na sua mesa de RPG, reaja e não aja como se fosse normal.

Link do garotas geeks by Nina Hobbit: http://www.garotasgeeks.com/sobre-machismo-no-rpg-e-lugares-seguros-para-mulheres-rpgistas/


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Camiseta Dwarf no Barril

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Ouça também nosso cast sobre O Temor do Sábio

Já foi considerado um Elfo – Paladino, hoje está mais para Meio Elfo – Bardo. Ama gastar a sola do tênis andando com os 4 filhos caninos e se pudesse viveria ao norte do Equador.

14 Replies to “BeholderCast 77 – Machismo no RPG”

  1. Eeeeaaaee meus amigos. Excelente episódio, parabéns.

    Neste cast foi mencionado sobre a naturalização do machismo, que está enraizado na nossa cultura. E gostaria de compartilhar uma experiência que passei na adolescência qnd jogava rpg com muuuito mais frequência. Na época eu estava com meus 16 ou 17 anos, não lembro bem, e fui mestrar uma aventura, acho q do ‘Lobisomem: o Apocalipse’… eram só meninos na mesa e um dos rapazes fez uma personagem mulher. Lembro q ele pegou de um jornal uma imagem de uma mulher, estilo “panicat”, e falou: “essa é a minha personagem.” Só isso já é uma atitude ridícul. Sexualização total da personagem. Só que p piorar, todos os outros jogadores começaram a dar em cima da personagem dele com a intenção de transar com ela. E a desculpa era: “é só p sacanear ele.”

    Aí vem a questão: Pq não procuravam maneiras de sacanear ele qnd ele jogava com um personagem homem? Pq só fizeram isso qnd ele jogou com uma personagem mulher?

    Esse episódio do BeholderCast me fez lembrar o qnt eu fui babaca naquela época, por não ter feito nada em relação a isso. Só deixei a “zueira” rolar… até o momento em que o rapaz ficou com tanta raiva q tomou atitudes q levaram a morte da personagem, p poder voltar com outro personagem.

    Todos riram e tal… Mas hj eu vejo como aquilo foi horrivel. E como vcs mencionaram, o machismo está tão naturalizado na nossa sociedade, que essa situação ridícula pareceu algo normal.

    Realmente nossa sociedade precisa e nuito rever seus conceitos.

    Mais uma vez parabéns pelo excelente episódio. Vcs arrasam.

    1. Oi William, veja só, o importante é nós reconhecermos esses machismos que já reproduzimos e aprender com eles. Todos nós temos a capacidade de evoluir e abrir nossos olhos para esses problemas encrustados em nosso “modus operandi” pela sociedade machista. Você tá de parabéns por ter reconhecido e mais ainda por não mais reproduzir.
      Seguimos melhorando.
      Abraços!
      Aline.

  2. Eu achei super interessante o tema de vocês, é muito importante falarmos sobre o que acontece e não deixar quieto, como aconteceu tantas vezes antes, quando esse tipo de preconceito acontece.
    Sendo homem trans eu tive minha cota de infelicidades com rpg, comecei a jogar novinho, com 12 anos só e apesar de não ter saído do armário como homem trans ainda, eu já jogava apenas com personagens masculinas, em uma dessas, com 12 anos, em uma casa lotada de estranhos, em uma mesa cercada de homens cis eu ouço um dos meus amigos falar: ‘Nossa que pena que você vai jogar de personagem masculina, se fosse feminina o meu pj ia dar em cima dela.’
    Não parece muito para quem escuta, mas quando você é uma CRIANÇA em uma situação extremamente desconfortável esse tipo de situação te deixa muito nervoso com o que pode acontecer depois.
    Eu também tive muita experiência como homem gay no mundo do rpg digital, pois tinha uma sala de rpg especialmente para jogos com elementos de romance entre dois homens e lá eu conheci uma galera muito especial, que inclusive eu jogo até hoje, mas também levei muita patada na cara de marmanjo que eu sequer conhecia que entrava lá na sala e ficava de gracinha.
    Um agradecimento especial por uma das mulheres, não vou saber qual, foi mal rs, lembrar das pessoas trans na crítica dela, muitos de nós ainda estão saindo do armário e jogar em uma mesa aonde envolva violência, principalmente se estamos jogando com uma personagem trans, pode ser bem traumatizante para nós.
    Então gente valeu, curti muito ouvir o pod de vocês, provavelmente vou voltar para ouvir mais e continue com o bom trabalho. o/

  3. E aew pessoas! Beleza?

    Fiquei sabendo que vocês raptaram a nossa Arthemis? Hahahahaha

    Brincadeiras a parte, o episódio ficou sensacional. Já narrei pra garotas, já estive em mesas delas narrando e com elas como companheiras e digo, elas são indispensáveis para o jogo.

    Gostei demais do respeito prestado a elas e ainda mais, vocês conseguiram trazer em um cast mais sério algumas abordagens divertidas, e isso fez toda a diferença.

    Grande abraço e até o próximo comentário.

  4. GURPS não tem teste pra comer maçã, esse mestre cometeu um erro muito grave e cometeria em qualquer sistema.

    GURPS pode ser muito bom, mas em geral o mestre tem que fazer as fichas pros iniciantes e focar em simplificar e só complicar quando os jogadores se interessarem

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