Cemitério Tranquilo – Contos do Biel o Bardo

Capa do Contos do Biel o Bardo. Fundo azul com sombras. Nas laterais, linhas desenhadas formam um contorno, no topo centralizado vem O Beholder Cego. A baixo: Contos do Biel o Bardo. A baixo pictograma de lápides e crucifixos, fazendo alusão a um cemitério. A baixo o título: Cemitério Tranquilo

Thiago era dono de um grande cemitério, herança de família. O trabalho tinha começado com seu bisavô, que escolheu o local, comprou as terras e criou  o primeiro cemitério de São Clemente. Trabalhando no ramo a vida toda, Thiago estava calejado de histórias bizarras.

O elevador do prédio administrativo funcionava ao bel-prazer da natureza, mas aquilo Thiago atribuía a problemas no cabo ou a falta de manutenção do motor. Até mesmo algumas visões de funcionários eram explicadas pelo stress e a situação dos funcionários, principalmente os do turno da noite.

Pelo menos uma vez por mês, quando Thiago chegava ao “Cemitério Tranquilo” o funcionário Elias ou o companheiro de turno Tulio, contavam sobre aparições, barulhos e até mesmo sobre uma história de ladrões de goiaba que foram confundidos com Jesus e o diabo separando almas. Os dois estavam ali desde a época do seu pai, o Seu Geraldo, como eles chamavam.

Na opinião dos funcionários nunca existiu um homem mais corajoso do que o pai do rapaz. Geraldo nunca teve medo de fantasmas e se orgulhava de uma história que contavam a seu respeito onde ele tinha convencido na base da porrada um fantasma a ir embora do local.

Sentado na sua mesa Thiago ouviu o trinco girando e olhou para a porta, Elias entrou por ela com um sorriso estampado no rosto. O dono do local sabia que aquilo significava uma coisa: um enterro.

– Thiago, você não vai acreditar.  Acharam o tal Fisher, aquele bandido americano que estavam procurando. Ele era o tal gringo que queria montar um negocio de motonetas pra passeio lá na praça da matriz. Chegaram dois policiais de São Paulo, ele reagiu e os caras botaram sete balas no sujeito.

– Fisher? Esse nome não me é estranho, o que ele fez?

– É o cara que matou oito mulheres no país dele. Quando descobriram que era ele, o cara já tinha chego aqui nessas bandas pagando de investidor. Quem que vai presta atenção em gringo cheio de dinheiro né?

– O que é que vão fazer com o corpo? Vão levar embora ou deixar por aqui mesmo?

– Parece eles precisam de um lugar pra deixar o corpo até conseguir resolver o transporte. E você sabe que o IML tá cheio, então dei uma ligada pra Cidinha e disse pra ela indica a gente pros gringos.

– Boa, e o que ela disse?

– Disse que tão trazendo o defunto pra cá. O carro do IML foi seguido de perto pelo da policia. Três policiais acompanhavam a entrega do caixão, um com o uniforme padrão militar, os outros dois usando ternos e gel nos cabelos que pingavam suor devido ao calor de São Clemente.

Elias se adiantou, cumprimentou o oficial conhecido e se dirigiu ao caixão, Tulio aguardava por ele próximo ao elevador. O corpo ficaria na câmara do quinto andar até que a papelada para transferência ficasse pronta.

Assim que Tulio e Elias entraram no elevador junto com o caixão a energia caiu. O elevador ficou travado, a luz piscou, Tulio pensou ter visto um homem, a luz apagou de novo e retornou forte e clara em seguida, os dois estavam a sós com o defunto. Elias o encarou com um olhar assustado confirmando que também tinha visto algo.

O elevador vagaroso parou no quinto andar, empurraram a maca com o caixão até a porta 42, abriram a porta deixando escapar o ar frio que lá estava e com um pouco de esforço guardaram o caixão do morto lá.

Elias deixou escapar uma risada nervosa e Tulio acompanhou o riso, eles abriram a porta do elevador e desligaram a luz do quinto andar. Pouco antes da porta do elevador fechar e ele seguir seu rumo os dois viram uma sombra se mexer na escuridão do necrotério.

– Cara o que era aquilo?

– Sei lá mano, mas hoje o turno da noite vai ser uma merda.

– O Nestor e o Aurélio que se fodam cara, essa pica agora é deles.

– Cê vai falar alguma coisa pro Thiago?

– Nem, deixa pra lá, o Thiago nunca acreditou nessas paradas, não é agora que vai começar.

O turno da noite chegou e os dois companheiros que tinham passado o dia no cemitério partiram para suas casas. Aurélio e Nestor começaram a ronda de fora para dentro, passando pelas lápides com uma lanterna em uma das mãos e na outra um radinho de pilha que transmitia o jogo do flamengo.

Nenhum dos dois falava, prestando atenção a cada lance do jogo, de uma hora para outra o sinal falhou e uma voz sinistra tentou falar algo. Nenhum dos dois conseguiu entender nada e quando a transmissão voltou ao normal Aurélio soltou a respiração produzindo uma pequena nuvem de vapor. O clima de outono parecia estar chegando com tudo pensou ele.

Passaram por toda a extensão do terreno procurando por vândalos, mendigos ou jogadores de rpg, no turno da noite costumava aparecer de tudo no cemitério. Logo chegaram ao prédio, o elevador ia subindo de andar em andar com os dois guardiões a bordo vasculhando os andares.

No quarto andar o elevador teve uma pequena pane, a luz cessou ao mesmo tempo em que o som do radio distorcia, o freio do elevador cedeu provocando um imenso susto aos ocupantes. A luz voltou com o elevador abrindo as portas imediatamente, parte dele estava  no quarto andar e o restante no terceiro.

Aurélio se agachou para olhar o andar debaixo, a escuridão dominava o andar assim como  o frio, enquanto isso Nestor abria o painel do elevador para tentar dar um jeito na geringonça. Primeiro ele desplugou o cabo de emergência e plugou novamente, apertou o botão e nada aconteceu.

– Ô Aurélio tu vai ter que descer ali e puxar o elevador no manual cara.

– Tá de sacanagem. Nestor te considero como irmão cara mas não vou descer nessa escuridão nem a pau cara.

– 20 ano trabalhando em cemitério e agora vai fala que tá com medinho?

– Não tenho medo de fantasma não, agora de elevador é outro assunto. Assisti um filme tem uns dias  que acontecia isso, os caras ficaram presos ai um dos malucos foi tentar dar uma de herói e o elevador partiu o cara ao meio. Vai você ali, eu espero aqui. Se você quiser até aperto os botões.

– Mas é um cagão mesmo hein.

Nestor suspirou, puxou o cabo de emergência e desplugou tanto ele como o cabo de avanço, pensou na frase do pai, “era melhor prevenir do que remediar”, agachou e passou as duas pernas pelo vão, virou o corpo e foi descendo tentando sentir o piso debaixo dos pés.

O motor do elevador ligou, dando um tranco na caixa de metal, Nestor escorregou mais que depressa caindo de bunda no terceiro andar. Enquanto o elevador subia em direção ao quinto andar ignorando o quarto, ainda se recuperando do susto tateou a parede até achar o interruptor. Assim que as luzes foram acesas olhou ao redor, tudo em seu devido lugar.

Foi ao fosso do elevador para localizar o amigo, não conseguiu ver se Aurélio havia acendido a luz do quinto andar, teria que pegar as escadas. Tateou pela chave no bolso, girou a maçaneta, assim que a porta abriu ele ouviu um grito. Subiu as escadas correndo, não se deu ao trabalho de olhar o quarto andar.

Corria percorrendo dois degraus por passo abriu a porta do quinto necrotério. A única fonte de iluminação vinha do elevador e foi pra lá que Nestor olhou, seu companheiro estava caído dentro da caixa de metal. Aurélio abraçava a barriga tentando segurar algo, Nestor notou que o amigo sangrava mas antes de correr na direção do ferido a luz piscou novamente, ele vislumbrou um homem sorrindo para ele a frente da caixa metálica, no instante seguinte o elevador despencou.

Nestor ligou para todo mundo, primeiro para o patrão e enquanto ele ligava para ambulância, Nestor se encarregava de ligar para os bombeiros. Até a policia apareceu no cemitério aquela noite, os bombeiros arrombaram a porta, desceram até o fosso do elevador para encontrar Aurélio morto, os ferimentos da queda haviam tirado a vida do homem.

Nestor teve que acompanhar a policia para prestar depoimento e para Thiago sobrou a difícil tarefa de ligar pra família. Aurélio tinha esposa mas graças aos Céus não tinha filhos. Pegou o carro foi até a casa da mulher, a angústia e o choro persistiram até o dia seguinte quando enterraram o homem no cemitério onde ele havia trabalhado por cinco anos.

Elias e Tulio cuidaram de tudo. No enterro as fofocas da boca pequena se espalhavam e ganhavam enormes proporções pela cidade. Cada vez que Tulio ouvia a história, ela ficava mais macabra e ao fim da cerimonia, quando finalmente enterraram o amigo, Elias estava falando sobre os dez fantasmas que assombravam o lugar.

Nem toda publicidade é boa e Thiago tinha certeza que aquela ali não era bem vinda. O pior era ter que contratar uma nova pessoa, conhecer os seus hábitos, checar os antecedentes e convencer a pessoa à trabalhar de vez em quando no turno da noite.

Uma contratação como aquela não acontecia de um dia para o outro. Foi para casa após o almoço para dormir um pouco  e se preparar para o turno da noite, faria a ronda junto com Túlio, já que Nestor estava afastado por três dias devido ao stress sofrido.

Conversavam amenidades enquanto checavam as sepulturas, assim que terminaram de examinar o terreno, se dirigiram para o prédio, todas as luzes estavam apagadas. O sino da catedral tocou, uma, duas, doze vezes, era meia noite. De repente a luz do quinto andar se acendeu, Thiago e Tulio olharam para cima na mesma hora que uma figura os encarava por uma das janelas.

O chão começou a tremer e os dois, patrão e empregado, começaram a ouvir lamúrias e gemidos que vinham de todas as direções. Passaram correndo por uma pequena cripta de onde era possível ouvir algo arranhando a parede por dentro do local, sem pensar duas vezes correram para o prédio.

Thiago foi ao escritório, pegou a .38 que tinha pertencido ao pai e pegou o rosário de madeira da mãe, ela tinha lhe garantido que aquela peça podia expulsar qualquer fantasma. Tulio tinha trancado a porta com medo das coisas que ameaçavam sair das covas.

-Tulio liga pro padre Adalberto e fala pra ele vir pra cá e diz pra ele trazer agua benta que isso é coisa do cara lá de baixo.

Tulio argumentou com o padre tentando a todo custo provar que aquilo ali não era um trote e depois de dez minutos ao telefone convenceu o sacerdote da dificuldade que estavam enfrentando, o pároco prometeu que em sete minutos estaria lá, demorou vinte e três.

Parou o carro na frente do portão, e ao descer do veiculo se assustou com os sons que vinham lá de dentro. Pegou o aspersor cheio do liquido incolor, começou a recitar em alto e bom som o pai nosso enquanto andava  na direção do prédio, em cada túmulo ele parava, benzia o local e prosseguia assim que as lamúrias diminuíam.

Pouco antes do padre chegar no prédio Tulio abriu a porta para receber o sacerdote. O pobre homem sorriu confiante para o eclesiástico, que ao invés de retribuir o sorriso, deu um olhar de reprovação e de pavor.

– O que vocês fizeram aqui?

– Não fizemos nada padre. A coisa começou desandar quando trouxeram o tal assassino que mataram na praça, o tal Fisher.

– Nem deram extrema unção, é por isso que ele não descansou. Bem vamos lá fazer o que tem que ser feito.

– Padre, esse cara é perigoso, aliais ele já era perigoso quando estava vivo, agora que está morto ta três vezes pior.

– Bobeira, onde é que está o corpo desse homem? Assassino ou não ele precisa ser ungido em nosso senhor.

A cada andar acendiam as luzes checavam o interior. O padre Adalberto rezava um pai nosso e uma ave Maria, em seguida borrifava agua benta no local, apagavam as luzes e iam para o próximo.

Assim que terminaram o ritual no terceiro andar começaram a se dirigir as escadas. Tulio ficou parado incapaz de se mover, seu corpo estava gelado apesar de suar como se estivesse participando de uma maratona.

Thiago notou que o amigo tinha travado, olhou mais de perto e percebeu o cabelo da nuca arrepiado assim como as gotas de suor que escorriam sem parar pela pele do homem. O padre Adalberto já estava no começo da escada quando viu que os dois haviam parado, examinou o homem e sorriu. Segurou as mãos de Túlio com força e clamou pelo anjo da guarda, rogou a São Bento e logo Túlio relaxou e começou a se mover.

– Eu acho que vocês tinham razão. Eu achei que esse espirito estava confuso, por isso estava fazendo essa algazarra mas acho que tem mais coisa nessa sopa. Aja o que houver não corram, vamos entrar no andar e comandar esse fantasma para o lugar de onde ele não deveria ter saído pela ordem do nosso senhor.

– Amém!

– Amém!

A cada degrau que avançavam a escuridão parecia ficar maior. Abriram a porta do quarto andar com medo do que poderiam encontrar mas o local estava vazio. Repetiram o  ritual, no final do pai nosso as gavetas de corpos tremiam e seus ocupantes começaram a fazer barulho, o padre recitou novamente São Bento seguido de Salve Rainha. Foram precisos muitas rezas para que tudo ficasse tranquilo.

Partiram para o último andar, o local onde o corpo do assassino repousava. A porta do local estava emperrada, como uma porta de madeira depois de vários dias de chuva, ela estava úmida e se recusava a ceder sobre a força dos três homens. Thiago recuou e pediu licença, assim que os outros dois saíram do caminho ele pegou impulso e chutou a porta que se abriu com um estrondo, dentro da sala o Assassino Sam Fisher virou seu rosto para os vivos e sorriu.

No primeiro momento os três se assustaram mas permaneceram parados, o fantasma avançou alguns passos procurando com o olhar qual dos três era o elo mais fraco. O padre Adalberto começou a rezar o pai nosso e Thiago o acompanhou e Túlio se junto a eles.

No minuto seguinte ele passou a mão pelo pescoço do clérigo e levantou o homem no ar interrompendo a oração. Thiago parou de rezar e deu um passo para trás assustado com a cena, puxou seu revolver e mirou na cabeça do espírito. Túlio se desesperou, virou as costas e saiu correndo escada abaixo, o fantasma sumiu e no minuto seguinte eles ouviram o som de alguém caindo e ossos se partindo. Túlio estava morto.

Thiago e o padre ouviram o som de arrastar vindo das escadas. Ambos se afastaram da porta, o padre em choque tinha parado a reza. Thiago segurava com força a arma na mão, suas pernas tremiam enquanto o suor atrapalhava os olhos que estavam fixos na porta.

A primeira coisa que apareceu foi a mão, ela se apoiou na dobra da porta para trazer o corpo para cima do degrau. Tulio apareceu pela porta, seu corpo estava retorcido e o rosto era uma máscara de dor. Ele esboçou um sorriso para os dois, aquilo era uma coisa doentia e a frase que veio a seguir atingiu Thiago como um soco no estômago.

– Eu não sabia se ia dar certo, mas parece que deu, não é? Esse corpo não é tão bonito quanto o  meu, mas vai dar pra quebrar um galho, ou uns ossos?

Thiago disparou três vezes contra o amigo, o corpo tombou e o sangue manchou o chão do local. Ao ser expulso do corpo o espírito gritou alto, as gavetas de metal foram arrancadas das dobradiças explodindo para fora e por um milagre o padre não foi atingido. Thiago não teve a mesma sorte e uma das portas acertou seu ombro jogando o rapaz na parede.

Enquanto se levantava, viu o espirito do assassino vindo em sua direção, ouviu o padre recuperar sua voz e voltar a rezar o pai nosso. O rosto do assassino se virou para o eclesiástico, logo Thiago ouviu o clérigo sufocar. Ele se levantou correu contra os dois e se chocou contra o padre.

Ambos caíram no chão deixando o fantasma surpreso. Começou a andar em direção ao rapaz e pisou no braço de Thiago arrancando um grito. O padre pegou a própria cruz e rezando a oração de São Bento tentou atingir o espectro com o objeto, o assassino recuou ao toque da madeira parecendo surpreso.

Thiago acompanhou o padre na oração enquanto procurava pelo rosário da mãe. Enrolou o objeto no punho e atacou o fantasma. O soco jogou o espirito  no chão, deixando o  morto mais irritado. As janelas foram arrancadas e jogadas para fora deixando a mostra um céu vermelho cor de sangue.

O assassino viu a arma do rapaz jogada em um canto, no minuto seguinte ela mirava no padre e disparou. Adalberto gritou quando o tiro acertou seu braço, Thiago pulou sobre o espectro tentando tirar a arma de suas mãos. Enquanto os dois lutavam o fantasma começou a gritar, Thiago olhou para baixo e notou que as pernas do assassino começaram a desaparecer à medida que o sol nascia.

O monstro sumiu minutos depois quando a luz do sol começou a entrar pelas janelas estouradas. O rapaz puxou o celular que tinha a tela quebrada mas ainda funcionava, ligou para a ambulância. Padre Adalberto foi atendido no local mesmo, a bala tinha entrado e saído de seu corpo produzindo um ferimento limpo.

Após muitas explicações ao delegado local Thiago foi liberado, ninguém acreditava na história que ele e o padre contaram. A destruição no cemitério não podia ser negada mas esperar que as pessoas acreditassem naquilo era demais. No período da tarde enquanto velava o corpo do amigo Túlio, Thiago recebeu a visita mais esperada do dia, os oficiais que levariam o corpo de Sam Fisher para seu devido lugar. Agora o problema não era mais dele.


Os contos do Biel o Bardo são histórias contadas na Taverna do Beholder Cego. Elas podem ter as mais variadas inspirações ou alusões a diferentes situações mas todas são versões narradas por nosso querido Bardo.

Você produz contos e quer um espaço para contar suas histórias? Vem conversar com a gente. Estamos com espaço no nosso mural de recados da Taverna. contato@beholdercego.com


Gostou do Conto do Bardo? Leia também a saga completa do Detetive Baggio em O Assassino de Caldarias.

Se você gostou do Contos do Biel, o Bardo, conta pra gente em contato@beholdercego.com

Nas redes sociais somos @obeholdercego no Twitter e Instagram e no Facebook participe do Grupo da Taverna.

Seja nosso padrinho https://www.padrim.com.br/obeholdercego

Ouça o Conto narrado A CaçadaA Coroa de Pelor

Conto do Biel o Bardo – A Caçada

Conto do Biel, o Bardo – A Coroa de Pelor

Prix, é a gnoma cozinheira da Taverna. Enquanto o Bardo e o Taverneiro levam todo o crédito por suas idéias, é ela quem trabalha nos fundos da Taverna para o site funcionar. Ama seus 5 filhos caninos, morre de medo de fantasma, adora um Blockbuster bem explosivo e nunca dispensa batata frita!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *